As ideia que o corona dá na cabeça – conversas da zuba (Parte II)
Inté peço desculpas aos amigo, mas nas últimas semanas tô conversando pa caramba…é marruma das esquisitice do vírus. Dono do tempo, tem bagunçado a gente numas vontade, e um dos sintoma que deu nimim foi justamente o de botá pa fora um monte de acontecido.
Agora memo, veja oceis, tem um tanto de projeto suspenso num varal que cruza o mundo todo. Daqui até ali, tem tudo que é tipo de gente pensando num amanhã que num chega nunca.
E é num cenário de reticência que vi o hoje saltá diante dos meu zói, e chegô foi com fortes exclamação.
A tarde vei com adrenalina. Ela, a muié que num falava, além de tá fuxicano mai que a matraca véia, inda deu de sê grossa. É preciso dar um jeito nisso, ês dissero…
Eu ri uma risada boa. Daquelas que nois costumava dá em março, quando juntava braço com braço e pé com pé em qualqué embaraço gostoso de corpo solto no mundo.
É de humano pa humano que as novidade da vida ganha bri no zói da gente…
Respondi no memo tom de euforia que, finalmente, a muié tava era aprendendo a conversar. No auge de seus 53 anos, além de falá, inda incomodava. Um salto enorme em qualqué livro de autonomia.
Num se assuste pouco pa tanto.
O presente num tá morto, ele só tá aconteceno duns jeito mei diferente…
Luiza Ribeiro da Silva
Terapeuta Ocupacional – São Paulo.