Conhecendo os distúrbios do sono mais frequentes na população
Queixas relacionadas ao sono tem sido bastante comum na população, 45% dos brasileiros referem algum problema de sono, podendo chegar a atingir mais de 80% dependendo do tempo e da abrangência das queixas e gerando prejuízos à saúde física e mental.
Insônia

A insônia consiste na dificuldade em adormecer, em manter o sono, despertar precoce matutino ou pela percepção de sono não repousante associada a prejuízos na funcionalidade diurna, isto é, dificuldades de memória, concentração aumento da irritabilidade, fadiga, prejuízos sociais e laborais, sonolência diurna.
A insônia pode ser apresentar de forma passageira, durando apenas alguns dias, denominada de insônia aguda, associada a sintomas de estresse, ansiedade e mudanças de hábitos.
Porém, se os sintomas da insônia ocorrerem na frequência igual ou superior a 3 vezes por semana e durarem mais de 3 meses, considera-se um problema crônica, com impactos significativos na saúde.
Os efeitos de noites mal dormidas acusam um importante prejuízo das nossas funções diárias, especialmente as cerebrais, gerando prejuízo da atenção, memorização e concentração, alterações do humor, fadiga e sonolência, além do aumento do apetite.
Na criança, a abordagem é diferente já que o tipo de insônia mais frequente é a comportamental, exigindo todo um manejo por parte do especialista ensinando aos pais mudanças de hábitos e comportamentos. A insônia crônica, quando há privação de sono, também aumenta o risco de hipertensão arterial, diabetes e depressão.
Apneia do Sono

33% da população adulta tem apneia do sono, ou seja, 1 em cada 3 pessoas
A Apneia do Sono é caracterizada pela interrupção do fluxo da respiração por 10 ou mais segundos durante o sono. Estas pausas podem ocorrer várias vezes durante a noite provocando fragmentação do sono e quedas de oxigênio.
Ronco, engasgos noturnos, acordar com a boca seca, dores de cabeça matinais, irritabilidade, agitação e sonolência excessiva diurna são os principais sinais da apneia do sono, que vão se manifestar de maneira diferente, dependendo da faixa etária.
Crianças podem ter apneia, apesar de homens e mulheres na menopausa serem os mais acometidos. Como é um distúrbio que piora com a idade, os idosos devem estar atentos.
Além das manifestações em curto prazo, as apneias também aumentam o risco de déficit de atenção, aprendizado, hiperatividade, alterar a curva de crescimento nas crianças, obesidade, depressão, infarto do miocárdio, derrame cerebral, hipertensão arterial, arritmia cardíaca, acidentes domésticos e de trânsito, principalmente nos adultos e idosos.
A obesidade, as doenças de nariz e garganta, muito comuns nas crianças respiradoras bucais, as desproporções entre a cabeça e a face, como queixos pequenos e para trás e hábitos como a ingestão de bebida alcoólica em excesso, tabagismo e uso de medicações sedativas aumentam o risco para apneia do sono.
Textos elaborados pela Associação Brasileira do Sono (absono.com.br)